A Experiência da Diferença
Baseado no "Modelo de Desenvolvimento da Sensibilidade Intercultural" do Prof. Dr. Milton Bennett

Etnocentrismo

Pode ser definido como o uso do nosso conjunto pessoal de padrões e costumes para  julgar todas as pessoas, por vezes inconscientemente.
 

Etno-relativismo

É uma palavra que foi criada para exprimir o oposto de etnocentrismo. Refere-se àquelas pessoas que se sentem à vontade com padrões e costumes variados e que são capazes de adaptar o seu comportamento e suspender o julgamento sobre os outros em diferentes contextos interpessoais.

Diferentes níveis de progresso ao lidar com a diferença


Negação:

Uma pessoas nesta fase tem poucas categorias com que definir a diferença. Nesta fase também é capaz de atribuir qualidades sub-humanas àqueles de culturas diferentes ou a um grupo alvo particular e olhar para eles com um preconceito extremo.


Defesa:

As pessoas nesta fase fazem declarações que indicam que se sentem ameaçadas, quer a um nível pessoal ou cultural. A táctica mais comum nesta fase é criar ou alimentar estereótipos negativos ou promover a sua própria superioridade cultural.


Minimização:

Nesta fase o indivíduo acredita que as diferenças culturais são apenas superficiais: as qualidades básicas de se ser humano são suficientes. Infelizmente isto permite que as verdadeiras diferenças que existem entre os grupos sejam ignoradas e que inconscientemente se evite lidar com elas ou aceitar verdadeiramente o valor da diferença.


Aceitação:

Alguém nesta fase tem gosto em reconhecer e explorar diferenças. São relativamente tolerantes em relação à ambiguidade e sentem-se confortáveis sabendo que não há NENHUMA resposta certa (embora possam existir respostas melhores para diferentes contextos).


Adaptação:

As pessoas nesta fase são capazes de partilhar o seu quadro de referências, podem sentir empatia ou ver a perspectiva da outra pessoa. São capazes de fazer escolhas diferentes, baseando-se na sua perspectiva mais alargada. Porém, embora alguns possam mudar de quadro de referências, ainda é possível que a sua visão seja etnocêntrica.


Integração:

"Às vezes sinto que não pertenço a nenhum lugar". Este é um sentimento comum durante a fase de integração. O indivíduo consciencializa-se de tal modo das diferenças que existem que já não é capaz de se identificar com um só grupo e sentir-se, por isso, perturbado. Outros adaptam-se rapidamente a esta fase ao estabelecer o seu próprio "sistema de valores pessoal" e começam a actuar como mediadores ou "pontes" entre grupos.


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